Bem-vindo(a) ao meu blog! Sou Mara Senna. A poesia é o meu ofício, minha virtude e o meu vício, meu fim e meu início.Meu recomeço. Um desejo que não me larga, um amor que eu não esqueço. Uma dor comprida, uma alegria vivida, uma saudade sentida, uma palavra sufocada. A poesia em mim é tudo ou nada.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
As cores da tarde

Foto: Luís Avelima
As cores da tarde
Toda tarde sabe que morre no poente.
Toda tarde tenta ser diferente.
Não guarda em si os mistérios da noitenem a esperança da manhã.
Não é vizinha do ontem
nem precede o amanhã.
Para não ser esquecida,
vai deixando em tudo
seus fulgores,
seus vestígios de fogo,
sua fugaz incandescência,
suas tardias digitais.
Precisa ser,
antes que seja tarde demais.
É preciso desmanchar-se
até o poente
para decifrar as suas cores,
a sua doce amargura,
o seu suave martírio,
a sua apoteose
de agonia e delírio.
Toda tarde esconde,
em sua beleza,
uma ferida.
A tarde dói
em tons
de despedida.
Mara Senna,
Toda tarde sabe que morre no poente.
Toda tarde tenta ser diferente.
Não guarda em si os mistérios da noitenem a esperança da manhã.
Não é vizinha do ontem
nem precede o amanhã.
Para não ser esquecida,
vai deixando em tudo
seus fulgores,
seus vestígios de fogo,
sua fugaz incandescência,
suas tardias digitais.
Precisa ser,
antes que seja tarde demais.
É preciso desmanchar-se
até o poente
para decifrar as suas cores,
a sua doce amargura,
o seu suave martírio,
a sua apoteose
de agonia e delírio.
Toda tarde esconde,
em sua beleza,
uma ferida.
A tarde dói
em tons
de despedida.
Mara Senna,
do livro Ensaios da Tarde
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Feliz Natal! Feliz 2013!

A você,
que nesse ano prestigiou o blog, quero agradecer e desejar que o Natal não seja apenas um dia, mas um constante espírito de fraternidade,
porque, como disse o poeta:
"Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente! Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando." Carlos Drummond de Andrade Que 2013 seja ainda mais cheio de poesia, de paz e de boas histórias para contar.
Abraços,
Mara Senna
domingo, 9 de dezembro de 2012
Madrugada
Madrugada
A madrugada é feito um óleo
que se derrama lento pelas saias da noite.
Nela procuram refúgio os insones,
os amantes, os poetas, os vigilantes.
A madrugada é feito um óleo
que se derrama lento pelas saias da noite.
Nela procuram refúgio os insones,
os amantes, os poetas, os vigilantes.
Escorre silenciosa,
porém, às vezes cortada por um grito,
um gemido de prazer, um choro,
o latido do cão do vizinho,
o barulho do gato vira- lata,
o apito do guarda
ou por alguém que passa assobiando
debaixo da janela,
querendo plateia ou talvez companhia.
E quando, finalmente, o canto de um galo
vai avisando-lhe seu fim,
a madrugada se esvai, assim como veio,
suave e despretensiosa,
sutil e misteriosa,
deixando para trás algumas estrelas,
como garantia de voltar.
Mara Senna
porém, às vezes cortada por um grito,
um gemido de prazer, um choro,
o latido do cão do vizinho,
o barulho do gato vira- lata,
o apito do guarda
ou por alguém que passa assobiando
debaixo da janela,
querendo plateia ou talvez companhia.
E quando, finalmente, o canto de um galo
vai avisando-lhe seu fim,
a madrugada se esvai, assim como veio,
suave e despretensiosa,
sutil e misteriosa,
deixando para trás algumas estrelas,
como garantia de voltar.
Mara Senna
no livro Luas Novas e Antigas.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
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