Bem-vindo(a) ao meu blog! Sou Mara Senna. A poesia é o meu ofício, minha virtude e o meu vício, meu fim e meu início.Meu recomeço. Um desejo que não me larga, um amor que eu não esqueço. Uma dor comprida, uma alegria vivida, uma saudade sentida, uma palavra sufocada. A poesia em mim é tudo ou nada.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Sedução - Mara Senna
Ontem, quando vinha pela estrada,
pareceu-me que os flamboyants
vestidos de vermelho
ofereciam-se a mim, voluptuosos.
Os ipês, já quase nus,
desavergonhados,
estendiam-me seus tapetes de florada.
Senti-me lisonjeada...
Ao chegar ao meu portão,
o jasmineiro lançou-me perfumes lascivos,
e a estrelitza,
que nunca havia dado flores,
abriu-se sensual,
revelando todas as suas cores.
Os antúrios tinham ares de desvarios,
sem falar nos lírios, perdidos em sonhar.
As roseiras estavam em festa, encarnadas,
e a flor azul miúda, da qual não sei o nome,
também rebentava
em pequeninos gozos de safira.
Abri meus braços,
completamente entregue.
Fui seduzida pela Primavera.
Mara Senna
poema publicado em Luas Novas e Antigas e na antologia Ave Palavra!
poema publicado em Luas Novas e Antigas e na antologia Ave Palavra!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Convite Vernissage de Samara com poesia de Mara
Convite para a vernissage dE SIMONE SAMARA e o sarau com a poesia de MARA SENNA
dia 15/09/11, 5a. feira no Instituto de Linguas Estrangeiras da UNAERP

domingo, 11 de setembro de 2011
Hilda Hilst
Não tenho dados de ti, nem tenho tua vizinhança.
E igualmente sozinha se tu não existes.
De que me adianta
Poemas ou narrativas buscando
Aquilo, que se não é, não existe
Ou se existe, então se esconde
Em sumidouros e cimos, nomenclaturas
Naquelas não evidências
Da matemática pura? É preciso conhecer
Com precisão para amar? Não te conheço.
Só sei que me desmereço se não sangro.
Só sei que fico afastada
De uns fios de conhecimento, se não tento.
Estou sozinha, meu Deus, se te penso."
Estou sozinha, meu Deus, se te penso."
Hilda Hilst
(Poemas Malditos Gozosos e Devotos - SP: Massao Ohno, 1984.)
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